Urso gigante habitava a Argentina

A página não foi completamente carregada ou o navegador não suporta JavaScript. Textos Assim correspondem às notas.

Urso gigante habitava Argentina, revela fóssilUrso gigante habitava Argentina, revela fóssil. Folha, em 27 de julho de 2010.

Por Reinaldo José Lopes.

Há 700 mil anos, um urso que pode ter passado de 1,5 tonelada atacava os herbívoros de La Plata, na Argentina, com a mesma voracidade que os humanos gaúchos hoje dedicam ao churrasco.

Trata-se, de longe, do maior urso que já viveu, e do maior carnívoro do planeta durante o Pleistoceno (a Era do Gelo), afirma um dos responsáveis por descrever o fóssil, Leopoldo Soibelzon, do Museu de La Plata.

“É outra ordem de magnitude [perto dos demais ursos]”, diz Soibelzon. Há registros de ursos-polares com até uma tonelada no começo do século 20. Hoje, eles e os ursos-pardos, os dois maiores bichos do tipo, não passam de 700 kg.

O pesquisador apresentou os dados no 7º Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, organizado pela Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Os fósseis -dois “braços”, ambos com ossos articulados- amargaram décadas de gaveta antes de ser analisados.

HOSPITAL

“Foram achados durante a construção de um hospital em La Plata, 40 anos atrás. Quando você os vê pela primeira vez, fica achando que são de um mastodonte, de tão grandes”, diz Soibelzon.

“Sempre quis trazer a público, mas a vida vai levando, o momento nunca chega.”

A oportunidade veio quando o argentino e uma aluna iniciaram um estudo da massa (o popular peso) dos ossos fósseis.

Visitando museus, e com ajuda de um colega americano, Blaine Schubert, da Universidade Estadual do Leste do Tennessee, Soibelzon se deu conta de que nenhum outro urso chegava perto do monstrão.

Trata-se, aliás, de um gigante entre gigantes: sua espécie, Arctotherium angustidens, já era conhecida pelo tamanho, mas nunca se imaginou que um indivíduo pudesse ficar tão grande.

A explicação para o porte desmesurado do bicho provavelmente tem a ver com o fato de que os ursos são invasores recentes na América do Sul, vindos do norte depois que a América Central se formou e uniu os dois subcontinentes americanos.

“Logo aparece em cena um urso gigantesco num continente, naquela época, quase vazio de carnívoros”, explica Soibelzon. “Tinham um mundo, um supermercado de carne para comer.”

Quando outros carnívoros, como os felinos, foram se estabelecendo na América do Sul, os ursos evoluíram para se tornar menores e mais herbívoros. A única espécie ainda viva na região é o urso-andino (Tremarctos ornatus), com apenas 150 kg.

Um estudo sobre o exemplar gigante do Arctotherium angustidens sairá na revista “Journal of Paleontology”.

OBSERVAÇÕES

Por algum motivo, os animais no passado eram maiores. Não resta claro apenas o motivo pelo qual desapareceram, mas também pelo qual diminuíram seus parentes próximos ainda vivos. A informação de que há registros de ursos-polares com até uma tonelada no começo do século XX e que eles hoje já não ultrapassam 700 kg também é particularmente intrigante.

Aguardemos mais pesquisas.

FICHAMENTO

Data: -700000 | Características: .

TAGS: Gigantismo, Paleontologia.

Acesse Artigos Similares.

_____________________
Entenda melhor qual a relação desse assunto com a ufologia, ou por que ele nos interessa, conhecendo o significado das tags e outros parâmetros de fichamento em Estruturação de Dados.

Críticas, acréscimos ou sugestões, comente ou Entre em Contato.
Caso tenha interesse, saiba COMO CONTRIBUIR com nossas pesquisas.

Comente

COMENTÁRIO

ATENÇÃO: Comentários são públicos. Para manifestações privativas, utilize Nosso Formulário. Comentários desrespeitosos, infundados ou fora de contexto serão removidos.

*

© 2003, 2010-2015. Ufologia Objetiva. Direitos reservados.
Cópias sem fins lucrativos permitidas, desde que citada a fonte.