Precipitações

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Chamamos precipitações coisas estranhas que caem do céu. Entre os numeroso fenômenos catalogados por Charles Fort, destacam-se as chuvas insólitas, tanto que passaram a ser consideradas praticamente como o símbolo do fortianismo.

Sobre o assunto, é famosa a passagem em que Lavoisier, pai da química moderna, assegurou aos membros da Academia Francesa de Ciência que pedras não caem do céu. A justificativa era insofismável:  lá não existem pedras. Diante de lógica tão cristalina, o mineralogista Ignaz von Born retirou da coleção imperial de Viena um conjunto de pedras caídas do céu, em 1776, plenamente convencido de que eram apenas um sinal de ignorância do povo.Pedras no caminho, por Ulisses Capozoli. Com Ciência. Acesso em 26/07/2010. Foram necessários 30 anos para que o equívoco de Lavouisier fosse superado.Ciência, Fortianos e Céticos por Steve Dewey. Ceticismo Aberto. Acesso em 26/07/2010. A história é um bom exemplo de como o Conhecimento Estabelecido tende a ridicularizar aquilo que não se enquadra em seu recorte de realidade.

A questão relevante, contudo, é que do céu não caem apenas pedras. Sangue, moedas, balas de canhão, sapos, salamandras, peixes e outras criaturas vivas,Os 100 Maiores Mistérios do Mundo. Stephen J. Signesi. Rio de Janeiro: Difel, 2009. pp. 193-4. Veja também As coisas mais bizarras que já caíram do céu. a lista completa é bem diversificada. Uma explicação coerente para alguns desses eventos é tão inviável que não se pode condenar as especulações mais fantásticas.

Quarenta mil notas sobre toda espécie de chuvas que têm caído sobre a Terra há muito levaram Charles Fort a admitir a hipótese de que a maior parte delas não são de origem terrestre: “Proponho que se admita a idéia de que há, para além do nosso mundo, outros lugares de onde caem objetos… ”

Chuvas e neves pretas, flocos de neve negra como azeviche… Chuvas de substância animal, de matéria gelatinosa, acompanhadas de um forte odor de podridão. Admitir-se-á que nos espaços infinitos flutuem vastas regiões viscosas e gelatinosas?… Chuvas de animais vivos: peixes, rãs, cágados. Vindos de algures? Nesse caso é provável também que os seres humanos tenham vindo ancestralmente de algures…Louis Pauwels e Jacques Bergier. O despertar dos mágicos: introdução ao Realismo mágico. O Despertar dos Mágicos. São Paulo: DIFEL, 1967. p 136.

Muitos dos casos, certamente, podem dispor de uma justificativa comum. Gaivotas e aves de rapina, eventualmente, deixam cair uma de suas refeições sobre os passantesCasal leva susto após peixe cair do céu. G1. Acesso em 14/07/2010. e objetos descartados de aeronaves podem causar espanto quando chegam no solo.Casa é atingida por bloco de gelo caido de um avião. Arquivos do Insólito. Acesso em 24/07/2010. Quando os objetos que se precipitam são muito numerosos, a teoria explicativa mais comum é a de que tornados os arrebatariam em algum lugar e depois os arremessaria em outro.

cena do filme Twister (1996)

De fato, como ilustrado acima, desde que haja ventos suficientemente fortes, até vacas podem cair do céu.Twister. Jan de Bont, 1996. Essa é uma teoria conveniente, mas sofre graves problemas na prática. Como explicar as precipitações em tempo bom? Poderiam animais vivos serem sustentados sem danos na alta atmosfera durante o suposto transporte? Por que folhas, galhos ou outros detritos não acompanham certas precipitações? Qual o motivo de, em alguns casos, apenas animais ou objetos de determinado tipo serem selecionados pelo suposto redemoinho? E, é claro, como de fato ele faz isso?

Veja uma Situação Real e avalie a relevância dessas questões.

São legítimas precipitações fortianas apenas aquelas que desafiam as explicações triviais. Muitas podem ter algum tipo de relação com Discos Voadores. Nessa seção vamos reunir e discutir algumas ocorrências, na tentativa de reunir informações e investigar respostas para tais casos.

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