Navegação e Referenciamento

A página não foi completamente carregada ou o navegador não suporta JavaScript. Textos Assim correspondem às notas.

Entender a terminologia básica utilizada pelas náuticas para localizar objetos e definir direções de movimento no espaço é muito útil para o estudo de Discos Voadores, uma vez que muitos casos são registrados por pessoas ou instituições que aplicam esses termos, como as forças armadas e a aviação civil.

Igualmente, é interessante para as pesquisas ter noções de dimencionamento de objetos à distância, por triangulação e geometria ângular. Essses recursos deverão ser usados frequentemente em nossas análises, sempre que forem capazes de trazer mais informações e esclarecimentos.

Esse artigo tem como objetivo fornercer essas noçoes aos interessados, tendo como foco o que será usado no nosso site.

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

Para possibilitar a localização de uma ponto na superfície da Terra, o globo foi dividido em latitudes e longitudes. As latitudes dividem o globo em elipses paralelas ao equador. Sem nenhum mistério, essas elipses paralelas são chamadas paralelos. A latitude indica o paralelo de um ponto na superfície através de seu ângulo com o centro globo, considerando um ponto no equador como tendo ângulo zero.

Como alguém em pé no centro do globo, olhando para o equador, forma um ângulo de 0°, para olhar um ponto no extremo Norte, precisa elevar a cabeça 90°.  Igualmente, para olhar um ponto no extremo Sul, precisa declinar a cabeça 90°. A latitude, assim, varia 90° para o Norte e 90° para o Sul, sendo que quanto mais baixa a latitude, mais próximo do equador se encontra o ponto referenciado. Cada grau de latitude equivale a 111,12 km.

A longitude indica a direção relativa a circunferência da terra, tendo o eixo Norte-Sul no centro do círculo e o Meridiano de Greenwich como ponto inicial de 0°. Os demais 360° da circunferência são dicvididos de  zero a 180° para leste e de de  zero a 180° para oeste. Como o diâmetro da circunferência diminui com a proximidade dos pólos, cada grau de longitude pode variar de 0 km a 111,12 km conforme o valor da latitude.

tela do Google Earth

Cada grau é subdividido em 60 minutos, e estes em 60 segundos. Uma posição pode ser especificada no formato grausº minutos’ segundos”, indicando se é Norte ou Sul para as latitudes e Leste ou Oeste para as longitudes. Outra forma de especificar as posições é no formato de graus decimais. Nesse caso, os minutos’ e  segundos” são convertidos em proporções de grau e o valor é expresso por um único número. O sinal negativo é usado inidcar latitudes ao sul e logitudes ao oeste.

Em Ufologia Objetiva, por padrão rm nossos fichamentos, usamos as coordenadas geográficas em graus decimais. Hoje, a forma mais prática de obter e conferir esses valores é através do software Google Earth. Ele pode ser baixado aqui.

FUSOS HORÁRIOS

A convenção atual é considerar como meio dia o momento em que o Sol se encontra no ponto mais alto do céu. Esse momento, na linha equador, coincide com a posição perpendicular ao solo, sofrendo distorções em latitudes com módulos mais altos. Por essa convenção, sendo a Terra um elipsóide, longitudes diferentes alcançam o meio dia em momentos diferentes.

Essas diferenças também não são uniformes devido a questões políticas. Os países, em geral, consideram conveniente manter o mesmo horário base em várias regiões, mesmo que elas abarquem longitudes diferentes. A intensificação e o aumento da velocidade dos transportes entre longitudes diferentes levaram a adoção, desde o século XIX, do Tempo Médio de Greenwich (GMT) como referência para empresas especializadas.Fuso Horário. Wikipédia. Acesso em 08/08/2010. Em aviação, o GMT também é chamado Tempo Universal Coordenado (UTC)  ou Horário Zulu.Tempo Universal Coordenado. Wikipédia. Acesso e22/11/2010.

No Ufologia Objetiva, as ocorrências sempre são registradas em horário local, exceto quando rassalvado expressamente.

GRAUS COMO DIREÇÃO

A Rosa dos Ventos, com as marcas Norte, Sul, Leste e Oeste, é um dos mais conhecidos indicadores de direção de movimento no mundo. Quando se afirma que um objeto se movimenta para o Leste, se sabe que ele faz um percurso que sai de onde o sol se põe e se dirige para onde ele nasce.

O sistema funciona bem para indicar os pontos Cartedais e Colaterais (norte, sul, leste, oeste, nordeste, sudeste, sudoeste e noroeste), mas começa a apresentar dificuldades de clareza nos pontos Subcolaterais (nor-nordeste, és-nordeste, és-sudeste, su-sudeste, su-sudoeste, oés-sudoeste, oés-noroeste e nor-noroeste), sendo depois disso praticamente inutilizável (nor-nor-nordeste, nor-és-nordeste, etc).

Tendo em vista contornar esse contratempo e assegurar a clareza e precisão nas comunicações de direção, foi desenvolvido o sistema de graus. A lógica é muito simples: o cículo da Rosa dos Ventos foi dividido em trezentos e sessenta graus, contados em sentido horário a partir do Norte. Assim, as posições são fixas: Norte = 0°, Leste = 90°, Sul = 180°, Oeste = 270°. Sudeste equivale a 225° e nor-nor-nor-nordeste a 5°.

HORAS COMO DIREÇÃO

Enquanto o sistema de graus usado para definir direção utiliza como referência os pontos cardeais, o sistema de horas usa como referência o próprio objeto que se desloca. As noções de direita (estibordo), esquerda (bombordo), frente (proa) e costas (popa) ainda são amplamente utilizadas, mas enfrentam problemas de exatidão semelhantes aos que vimos para os pontos cardeais.  Há muita imprecisão ao se dizer que algo se encontra atrás de você, um pouquinho à esquerda, mas não muito.

A solução mundialmente adotada consistiu em dividir os 360° possíveis em 12 horas, conforme o mostrador de um relógio analógico comum. A posição das 12 horas aponta para a direção em que está virada a frente do objeto. Assim, algo que se localize às 6 horas de uma aeronave, por exemplo, se encontra atrás dela. Algo que se aproxima às 3 horas, vem da direita e alguma coisa às 9 horas se encontra à esquerda. Algo que está atrás de você, um pouquinho à esquerda, mas não muito, pode estar às 4 horas, 5 horas, 5h30min ou noutra posição, conforme o caso.

GRAUS COMO DISTÂNCIA

Frequentemente, em astronomia ou náutica, a unidade de medida de tamanhos é o grau. Conhecer o tamanho angular de uma medida é muito prático, pois a informação é fixada independentemente de outros referencias. Caso se conheça o tamanho ou a distância real do objeto e se tenha seu tamanho angular, a outra medida pode ser  facilmente obtida por trigonometria, conforme a fórmula abaixo:Diâmetro Angular. Wikipédia. Acesso em 14/09/2010.

Onde,

σ é o tamanho da medida, em graus;

d é o tamanho da medida, em centímetros; e

R é a distância do que está sendo medido, em centímetros.

Por exemplo, um objeto com 8° de comprimento pode ter 100 centímetros se estiver a 7 metros ou 500 centímetros se estiver a 3.6 quilômetros. Tendo o tamanho angular e sabendo a distância ou o tamanho do objeto, é possível obter a outra medida. Pessoas com boa percepção espacial, como pilotos, costumam ser capazer de fazer esses cálculos intuitiva e automaticamente, determinando a distância de objetos conhecidos cujo tamanho seja conhecido simplesmente olhando para eles, ou o tamanho de objetos desconhecidos que sabem a que distância se encontram.

Do horizonte ao meio do céu (zênite) temos 90º. De um horizonte ao outro, passando pelo zênite, temos 180. A maioria das pessoas possui um valor constante na relação entre a largura da mão e o comprimento do braço,Proporção áurea. Wikipédia. Acesso em 14/09/2010. de modo que, com o braço estendido, usando partes de sua mão, um adulto pode obter uma estimativa de diversos outros valores angulares , como mostra a gravura mais acima.

O punho fechado cobre um ângulo de cerca de 10º. Com a mão aberta, na direção do céu, a ponta do dedo indicador cobre um ângulo de 1º. Vários segmentos do dedo indicador também podem fornecer estimativas angulares muito úteis. Não é preciso, contudo, memorizar os valores. Qualquer objeto com medida conhecida pode ser usado como referência, tal como uma régua, caneta ou parafuso. As tringulações podem ser realizadas posteriormente, sendo o fator mais importante manter o braço estendido ao efetuar a medição.

Sobre assunto relacionado, veja também Como medimos o universo sem réguas intergalácticas?.

FICHAMENTO

Data: 20100915.

TAGS: Análises, Ciência.

Acesse Artigos Similares.

_____________________
Entenda melhor qual a relação desse assunto com a ufologia, ou por que ele nos interessa, conhecendo o significado das tags e outros parâmetros de fichamento em Estruturação de Dados.

Críticas, acréscimos ou sugestões, comente ou Entre em Contato.
Caso tenha interesse, saiba COMO CONTRIBUIR com nossas pesquisas.

Comente

COMENTÁRIO

ATENÇÃO: Comentários são públicos. Para manifestações privativas, utilize Nosso Formulário. Comentários desrespeitosos, infundados ou fora de contexto serão removidos.

*

© 2003, 2010-2015. Ufologia Objetiva. Direitos reservados.
Cópias sem fins lucrativos permitidas, desde que citada a fonte.