Mais de 100 novos anfíbio em Sri Lanka

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Foram descobertas, em 2002,  mais de uma centena de novas espécies de anfíbios no Sri Lanka. A descoberta mais que quintuplica a já enorme diversidade de espécies da ilha.Scientists find a hundred new types of frog lurking in the forests of Sri Lanka. The Independent, 11/10/2002. Acesso em 21/07/2010.

Cientistas descobrem centenas de novos tipos de rã espreitando nas florestas do Sri Lanka

Por Steve Connor Editor de Ciência

Sexta-feira 11 de outubro de 2002

Os cientistas identificaram mais de 100 novas espécies de sapos habitando um pequeno e ameaçado trecho da floresta tropical em uma descoberta que reforça a nossa ignorância da diversidade do mundo natural.

As novas espécies são todas as rãs arborícolas que vivem nas florestas tropicais do Sri Lanka e são os últimos acréscimos às estimadas 1,7 milhão de espécies de animais e plantas conhecidas pela ciência. No entanto, cada vez mais os cientistas acreditam que o número real de espécies na Terra é muito maior que esse número – possivelmente 10 milhões ou mais.

Uma equipe internacional de biólogos liderados por Christopher Schneider da Universidade de Boston descrevou mais de 140 novas espécies de anfíbio que encontraram em um estudo das florestas tropicais do Sri Lanka publicado hoje na revista Science. Schneider disse: “Nós apenas começamos o processo de descrevê-los e dar-lhes nomes. Variam em tamanho de uma a quatro polegada e aparecem em todas as cores”.

Nos últimos anos, herpetólogos têm monitorado um dramático declínio global dos anfíbios – rãs, sapos, tritões e salamandras – de modo que foi uma surpresa para muitos a descoberta de um lugar onde tantas rãs arborícolas tenham sobrevivido desconhecidas. A concentração da diversidade de anfíbios coloca a ilha em par com outras muito maiores, como Madagascar e Bornéu, em termos de biodiversidade. “Sri Lanka é bem explorada e tem sido estudado por muitos naturalistas britânicos, por é surpreendente encontrar tantas rãs”, disse o Dr. Schneider.

Alguns dos sapos recém-encontrados põem ovos na folhagem da floresta que se desenvolvem diretamente em sapinhos minúsculo, saltando a típica fase de girino. Dr. Schneider disse que esta adaptação pode explicar por que estas espécies conseguiram sobreviver em uma floresta tropical que vem diminuído drasticamente nas últimas décadas. “Ao saltar a fase aquática, eles contornam uma etapa da vida em que são mais vulneráveis”, disse ele.

Rohan Pethiyagoda, pesquisador do Wildlife Heritage Trust, na capital Colombo, iniciou um censo das espécies em desaparecimento no Sri Lanka em 1993. Para sua surpresa, ele continuou encontrando sapos que não conseguia identificar durante suas caminhadas através de 300 quilômetros quadrados de floresta Sri Lanka – que já cobriu 6.000 milhas quadradas. As posteriores análises morfológica e genética levaram os pesquisadores a concluir que entre 120 e 140 das espécies eram novas para a ciência.

Os cientistas também compararam as rãs com outros espécimes coletados há mais de 100 anos atrás. Eles descobriram que cerca de 100 espécies que tinham sido recolhidas no Sri Lanka, há mais de 100 anos, não se encontravam entre os achados, sugerindo que podem ter sido extintas.

Tal pesquisa exemplifica os problemas que enfrentam os cientistas que tentam estudar e preservar a biodiversidade global. Stephen Blackmore,o Regius Keeper of the Royal Botanic Garden, em Edinburgh, diz em um artigo específico na Science que documentar o mundo dos animais e plantas é um dos mais importantes objetivos a serem perseguidos na Cúpula na Terra, em Joanesburgo, neste verão.

OBSERVAÇÕES

As florestas de Sri Lanka, hoje reduzidas a menos de 1% do território, são há muito tempo monitoradas por organizações de pesquisa e preservação. Sri Lanka é relativamente pequena e relativamente bem conhecida em comparação com o resto dos tópicos, afirma David Skelly da Yale University’s School of Forestry e Environmental Studies em New Haven, Connecticut.Over 100 Frog Species Discovered in Sri Lanka. National Geographic, 2002. Acesso em 20/07/2010. Como tantos animais puderam permancer debaixo do nariz do Conhecimento Estabelecido  sem serem cientificamente reconhecidos é, sem dúvida, a parte mais curiosa da história.

Vale lembrar que a diversidade e população de anfíbios são alvo de constante monitoramento da herpetologia. A mencionada surpresa dos cientistas com a descoberta se deve, unicamente, a uma visão equivocada sobre o nosso conhecimento da biodiversidade.

Em verdade, entre as 10 milhões de espécies estimadas para o planeta, muitos animais de porte, e até ecossistemas inteiros, ainda nos são desconhecidos.

Até obtermos informações mais precisas, as latitude e longitude fichadas correspondem à região central da ilha.

FICHAMENTO

Data: 20021000 | Latitude: 7.423004 | Longitude: 80.784049 | Características: .

TAGS: Criptozoologia, Descoberta.

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