Contatos Imediatos

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"A Criação de Adão", Michelangelo Buonarroti (1511)

Qualquer estudo deve ter início com uma classificação. Esse é um processo mental intrínseco, realizado por todos nós, consciente ou inconscientemente, para qualquer propósito. Para fins analíticos, podem ser realizadas várias classificação, baseadas em diferentes critérios, sendo elas mais ou menos adequadas para determinado estudo conforme os aspectos que se pretende abordar.

Na ufologia, a classificação principal é aquela dedicada aos avistamentos que envolvem Discos Voadores. Muitos sistemas foram desenvolvidos para esse fim, sendo os mais importantes, pelo pioneirismo e relevância, os de Jacques Vallee e Allen Hynek, de onde derivam a maior parte dos demais.

CLASSIFICAÇÃO DE JACQUES VALLÉE

O primeiro sistema de classificação de Jacques Valée dedica-se exclusivamente a testemunhos envolvendo discos voadores. Ele se baseia na aparência, comportamento e proximidade dos objetos observados. Os avistamentos são agrupados por tipos, de I a V, podendo ser aplicada uma subclassificação em cada um deles. Quanto mais alto o tipo, mais simples é o avistamento, sendo o Tipo I aquele que envolve o maior grau de estranheza. Ainda hoje, essa classificação de Vallee é uma das mais descritivas e detalhadas, especialmente quando são usados os subclassificadores. Segue um resumo em ordem decrescente de normalidade.

Tipo V – Observação de um objeto incomum com forma mais ou menos definida, mas aparentando não ser inteiramente material ou sólido em sua estrutura.

a) diâmetro aparentemente alongado, sem luminosidade;

b) uma estrela que fica imóvel por um período prolongado;

c) uma estrela que cruza rapidamente o céu, talvez com trajetória peculiar;

Tipo IV – Observação de um objeto incomum que executa vôo pelo céu sem interromper o movimento.

a) vôo contínuo;

b) trajetória alterada devido a um avião convencional próximo;

c) formação de vôo com outros objetos;

d) trajetória de onda ou zig-zag;

Tipo III – Observação de um objeto incomum de forma discoidal, esférica ou elíptica que, em algum momento, interrompe sua trajetória no céu.

a) faz movimentos pendulares, deslocando-se ou não verticalmente;

b) interrompe o vôo contínuo e depois retoma a trajetória original;

c) para alterando a aparência (luminosidade, liberação de objetos secundários, etc);

d) persegue ou interage com outros objetos;

e) paira letamente sobre uma área específica ou muda repetinamente de curso;

Tipo II-a, Tipo II-b e Tipo II-c

Tipo II – Observação de um objeto incomum de forma cilíndrica no céu. A aparição desses objetos costuma ser associada a uma nuvem difusa.

a) desloca-se pelo céu;

b) permance estático, liberando pequenos objetos secundários;

c) está cercado por pequenos objetos secundários;

Tipo I – Observação de um objeto incomum, que aparente ser uma máquina de forma discoidal, esférica ou outra; que se encontre no chão ou muito próxima dele (aproximadamamente na altura das árvores).

a) sobre a terra ou próximo dela;

b) próximo ou sobre uma massa de água;

c) ocupantes mostram interesse nas testemunhas com gestos ou sinais luminosos;

d) acompanha um veículo terrestre;

CLASSIFICAÇÃO DE ALLEN HYNEK

Allen Hynek elaborou um sistema de classificação baseado na proximidade entre os eventos e as testemunhas. Sua classificação é inicialmente dividida em dois grandes grupos. No primeiro, os OVNIs são observados há alguma distância e, no segundo, ocorrem avistamentos mais próximos.J. Allen Hynek. Ufologia: Uma Pesquisa Científica. Rio de Janeiro. Nórdica: 1972. p. 36. Cada grupo possui três categorias, sendo que para os do segundo ele empregou o termo Contatos Imediatos.Tradução livre da expressão original Close Encounters (encontros próximos). Na classificação de Hynek para contatos mais próximos, quanto maior o grau maior a estranheza dos eventos. Segue a classificação original.

NL – Luzes Noturnas

Observações a longas distâncias, realizadas durante a noite. Quase invariavelmente são relatados apenas cor, brilho e deslocamento da luz. Essa categoria compõe um grupo considerável entre os casos confiáveis.idem. p. 39.

DD – Disco Diurno

Observações a longas distâncias, realizadas durante o dia. Hynek esclarece que a denominação não é apropriada, mas a utilizou porque a maioria das formas descritas é oval ou discóide.idem p. 38.

RV – Casos Radar/Visuais

Observações visuais corroborados simultaneamente pela detecção por radar. Ponderadamente, Hynek desconsiderou de seus trabalhos as observações realizadas apenas pelo radar, uma vez que é grande o número de interferências possíveis para gerar um sinal atípico.

CE1 – Contatos Imediatos do Primeiro Grau

Observações próximas. Hynek admite que a linha divisória entre avistamentos próximos e distantes não é bem definida, mas considera como próximo o trestemunho de objetos de modo que eles possam ser descritos como superfícies detalhada e não como pontos ou áreas pouco definidas. O autor estipulou a necessidade uma distância máxima de aproximadamente 200 metros (500 pés).

CE2 – Contatos Imediatos do Segundo Grau

Observações onde tenham sido registradas evidências físicas. Vegetação amassada ou queimada, ganhos partidos, animais em pânico e interrupções no funcionamento de máquinas são alguns exemplos.

CE3 – Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Observações onde são relatadas a presença de tripulantes. Hynek é enfático ao excluir de sua pesquisa casos envolvendo contatados.Testemunhas que alegam ter relações sistemáticas e prolongadas com criaturas relacionadas a discos voadores.

Distribuição das ocorrências (Hyneck, 1972)

A classificação de Hynek e os contatos imediatos tornaram-se mundialmente conhecidos após o filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg.Close Encounter of the Third Kind, Steven Spielberg, 1977. A classificação acabou tornado-se referência para muitas outras, historicamente dando-se mais ênfase às pesquisas de casos de grau mais elevado em detrimento do grande número dos de grau mais baixo. A distribuição dos testetemunhos pelas categorias, na pesquisa de Hynek, foram as do gráfico acima.J. Allen Hynek. Ufologia: Uma Pesquisa Científica. Rio de Janeiro. Nórdica: 1972. “Diagrama E-P”,  p. 37. Posteriormente, os ufólogos dos EUA acrescentaram mais uma categoria à classificação de Hynek, que se tornou amplamente difundida.

CE4 – Contatos Imediatos do Quarto Grau

Observações onde as testemunhas ingressam na nave, de forma amistosa ou forçada.

CLASSIFICAÇÃO VALLÉE/HYNEK

Considerando a classificação de Hynek, Jacques Vallée tentou expandí-la, possibilitando uma classificação unificada para fenômenos ufológicos e outras ocorrências correlatas. O sistema é composto por quatro categorias (Anomalia, Aparição Aérea, Manobra e Contato Imediato), subdividias em cinco graus: 1) contato simples; 2) efeito físico; 3) criaturas; 4) alterações de realidade e 5) traumatismo.Jacques Vallée. Confrontos. Editora Best Seller, 1990. Segue a descrissão.

Anomalias (AN)Observação isolada de um evento ou experiência incomum.

1) luzes amorfas, explosões misteriosas, sons desconhecidos, etc;

2) objetos materializados, cropcircles, poltergeist, etc;

3) fantasmas, duendes, criptozoologia;

4) telepatia, viagens fora do corpo, experiência de quase-morte, milgares religiosos, etc;

5) combustão espontânea, estigmatia, ataque por seres desconhecidos;

Aparição Aérea (FB)Observação de um objeto voador que realiza movimentos retilíneo.

1) objetos com trajetória contínua (Tipo IV de Vallee);

2) objetos deixam evências físicas;

3) observado seres possivelmente relacionados ao objeto;

4) expeimentação de telepatia, miragem ou outras alterações na percepção da testemunha;

5) ferimento ou morte relacionado ao evento;

Manobras (MA)Observação de um objeto voador que realiza manobras ou movimentos inconstantes.

1) objetos com trajetória contínua (Tipo IV de Vallee);

2) objetos deixam evências físicas;

3) observado seres possivelmente relacionados ao objeto; expeimentação de telepatia, miragem ou outras alterações na percepção da testemunha;

4) expeimentação de telepatia, miragem ou outras alterações na percepção da testemunha;

5) ferimento ou morte relacionado ao evento;

Contatos Imediatos (CE)Observação de um objeto incomum de tal maneira que é possível fazer descrissões detalhadas.

1) avistamento próximo (CE1 de Hynek);

2) deixadas evências físicas (CE2 de Hynek);

3) seres observados (CE3 de Hynek);

4) abdução (CE4 da ufologia nos EUA);

5) ferimento ou morte relacionado ao evento;

CLASSIFICAÇÃO DO CBPDV

O Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), pioneiro nacional no estudo da ufologia e organização responsável pela edição da Revista UFO, adota uma classificação simples, em seis graus, derivada do sistema de Hynek. Segue a descrissão.

CI-0 (Contato Imediato do Zero Grau)

Observações ocorridas a longas distâncias, onde os objetos observados só podem ser descritos como pontos ou superfícies sem detalhes. Esse classificação corresponde as classes NT e DD de Hynek e aos Tipos IV e V na classificação de Vallee, podendo também equivaler ao Tipo II em algumas situações. No sistema VH, comporia as classificações FB-1 e MA-1.

CI-1 (Contato Imediato do Primeiro Grau)

Observações ocorridas a curtas distâncias, onde os objetos observados podem ser descritos como uma superfície com detalhes. É a mesma classificação (CE1) de Hynek. Corresponde ao Tipo I (a,b,d) na classificação de Vallee. No sistema VH, ela comporia as classificações CE-1.

CI-2 (Contato Imediato do Segundo Grau)

Observações onde os objetos interagem com o meio, deixando vestígios físicos ou provocando reação de animais. É a mesma classificação (CE2) de Hynek.

CI-3 (Contato Imediato do Terceiro Grau)

Observações onde seja indentificada a presença de tripulantes, sem que haja contato. Essa classificação é um detalhamento, estando contida na CE3 de Hynek.

CI-4 (Contato Imediato do Quarto Grau)

Observações onde ocorre contato bilateral por voz, gestos ou qualquer outro meio. Essa classificação é um detalhamento, estando contida na CE3 de Hynek.

CI-5 (Contato Imediato do Quinto Grau)

Observações onde as testemunhas ingressam na nava de forma amistosa ou forçada. Essa classificação corresponde a CE4 adotada pelos pesquisadores norte-americanos.

NOSSA CLASSIFICAÇÃO

No sistema adotado pela CBPDV, os graus crescem conforme o que seria a evolução natural de uma abordagem direta entre o fenômeno e a testemunha. Ela é simples e clara, uniformizando a nomenclatura original de Hynek e separando casos com aspectos importantes para estudo, como os que deixam vestígios físicos ou aqueles em que ocorre efetivamente comunicação com tripulantes. Como classificação única e isolada, é sem dúvida um sistema útil.

Contudo, em virtude da facilidade de múltiplas classificações que a tecnologia hoje nos dá acesso, adotamos em nossas categorias básicas uma versão simplificada do sistema da CBPDV, que entendemos atender melhor nossas necessidades. Ela foi obtida mediante quatro alterações.

Primeiro, subtraímos o CI-2. A categoria apenas reúne os testemunhos mais críveis de CI-0 e CI-1, diminuindo a importância relativa desses dois. Segundo, subtraímos o CI-4. Entendemos que a impressão de comunicação pode ocorrer sem que haja necessariamente a identificação de tripulantes, como um OVNI que oscila em resposta a algum sinal. Como isso pode ser indicado de outra maneira, a classificação não precisa ser explícita. Em terceiro, adicionamos uma categoria específica para casos evolvendo possíveis acidentes, com o recolhimento de artefatos ou criaturas.

Por fim, também abandonamos a expressão Contato Imediato (Close Enconter), e passamos a adotar simplesmente o termo Contato. Esse uso sintético já é amplamente difundido no meio ufológico e sua aplicação dispensa a necessidade de adaptações lógicas como um Contato Próximo de “Zero Grau” para referenciar um contato distante. A classificação de nossas categorias fica a seguinte:

Contatos de Primeiro Grau – Observações ocorridas a longas distâncias. Equivale ao CI-0 adotado pela CBPDV, acrescentando também os contatos CI-2 onde objetos estejam distantes.

Contatos de Segundo Grau – Observações ocorridas a curtas distâncias. Equivale ao CI-1 adotado pela CBPDV, acrescentando também os contatos CI-2 onde objetos estejam próximos.

Contatos de Terceiro Grau – Observações onde seja indentificada a presença de tripulantes ou criaturas associadas ao objeto. Equivale aos CI-3 e CI-4 adotados pela CBPDV.

Contatos de Quarto Grau – Observações onde as testemunhas ingressam na nava de forma amistosa ou forçada. Equivale ao CI-5 adotado pela CBPDV.

Contatos de Quinto Grau – Ocorrências envolvendo acidentes, captura ou recolhimento de artefatos ou criaturas. Não há classificação equivalente adotada pela CBPDV.

Há outras classificações sendo hoje utilizadas, de acordo com a conveniência de quem pesquisa. Conforme nossa proposta de Estruturação de Dados, nossos casos serão classificados apenas nos sistemas que aqui expostos.

FICHAMENTO

Data: 20100715.

TAGS: Análises, Ufologia.

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Comentários [5, RSS]
  • Aline Massari

    Tive contato de 2º grau. Numa noite avistei cinco naves luminosas que plainaram por longo período em direção a janela de meu quarto. Vieram de diversos lugares no céu e se uniram diante dos meus olhos. Após alguns minutos três naves seguiram para esquerda e duas para direita, todas seguidas por grande luminosidades. Somente tive esta experiência.

    • Cara Aline,

      Pelo descrito, caso a única característica discernível nos objetos seja a luminosidade, a experiência seria um conato de 1º grau. Não é um caso comum. Para fazermos o registro mínimo, precisamos saber a cidade ou bairro da ocorrência, data e horário.

      Obrigado pela mensagem.

  • Aline Massari

    Aconteceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, foi em 2009, não me lembro a data, só lembro que era de noite, mais de 23h . O que posso afirmar, é que pela quantidade e o modo que se aproximaram, me deu a certeza de que não era nada aqui da Terra. 5 naves plainando, vindo de lugares diferentes e se unindo em frente minha janela, os movimentos eram suaves, não pareciam se como pratos desengonçados que a gente vê nesses vídeos, eram movimentos bem sutis, delicados , envoltos por luz. A última nave quando foi indo embora, iluminou o céu ao redor de azul, as vezes ficava vermelho e depois mudava para azul. Como eu queria que isso acontecesse de novo.

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