Chuva vermelha em Kerala

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Novas descobertas no extraordinário caso da chuva vermelha sobre a ÍndiaNovas descobertas no extraordinário caso da chuva vermelha sobre a Índia. Arquivos do Insólito. Acesso em 06/09/2010.

O cientista que afirmou que as chuvas incomuns de 2001 continham células extraterrestres, diz agora que elas estão se reproduzindo.

Em 2001, os cidadãos da cidade de Kerala, sul da Índia, se acostumaram com uma chuva vermelha que caiu nas ruas por dois meses.

Godfrey Louis, um físico da Universidade de Cochin de Ciência e Tecnologia, interessou-se pelo estranho fenômeno, que a princípio parecia um simples caso de contaminação.

Recolheu várias amostras, e sob o microscópio, observou que a água não tinha poeira ou areia, mas algo muito mais chocante: ela estava cheia de glóbulos vermelhos, muito semelhantes aos micróbios da Terra, mas sem sinais de DNA.

Louis sugeriu que as células poderiam ser extraterrestres, uma ideia que provocou mais de um sorriso de ceticismo, mas recebeu a aprovação para publicação na revista científica Astrophysics and Space em 2006.

Agora, Louis e outros colegas de renome afirmam algo ainda mais inquietante: estas células, que pensam ser de outro mundo, estão se reproduzindo.

Godfrey Louis considera no momento que as células encontradas na água da chuva não podem ser micróbios terrestres porque não há amostras de DNA.

Aparentemente, os glóbulos vermelhos seriam uma possibilidade, mas deveriam ter sido destruídos rapidamente pelo contato com a água da chuva.

Em uma explicação extraordinária, sugeriu a possibilidade de que um cometa poderia ter se desintegrado na atmosfera superior e se dispersado nas nuvens quando flutuavam sobre a Terra, daí a chuva vermelha.

De fato, disse que recolheu relatos na região de um ruído semelhante a um objeto que ultrapassava a barreira do som, o que pode ter sido causado pela suposta rocha espacial se desintegrando.

Desde então, Louis continuou o estudo destas células, com a colaboração de uma equipe internacional que inclui Chandra Wickramasinghe, um investigador da Universidade de Cardiff (Reino Unido) e um dos principais proponentes da teoria da panspermia, a idéia de que a vida na Terra, como em outros mundos, foi semeada pelo impacto de um cometa ou um asteróide, de modo que todos nós seriamos extraterrestres.

Vida a 121 graus

Agora, segundo publica o MIT na sua revista Technology Review, os pesquisadores dizem que as hemácias estão se reproduzindo a temperaturas de 121 graus C. A temperatura ambiente, são inertes.

Isso é extremamente raro. Os esporos de alguns extremófilos podem sobreviver em tais temperaturas e reproduzir-se a temperaturas menores, mas nada que conhecemos se comporta assim a essas temperaturas.

Embora esse comportamento não signifique, naturalmente, a origem extraterrestre destas células, Wickramasinghe e companhia não podem resistir a apontar uma explicação tão exótica.

Eles examinaram a maneira que brilham quando são bombardeadas com luz, e dizem que são muito semelhantes aos distintos espectros de emissão inexplicáveis em diferentes partes da galáxia.

Um desses lugares é o retângulo vermelho, uma nuvem de gás e poeira em torno de uma jovem estrela na constelação de Monoceros. Embora ainda não se possa aceitar essa teoria, sem mais provas, ninguém pode negar que este é um mistério fascinante.

PESQUISA

Vejamos o que diz o artigo da revista Astrophysics and Space sobre o assunto. Ele foi publicado cinco anos após o evento, em 2006. Assinam Godfrey Louis e A. Santhosh Kumar.The Red Rain Phenomenon of Kerala and Its Possible Extraterrestrial Origin. Godfrey Louis e A. Santhosh Kumar. Astrophys.Space Sci. 302 (2006) 175-187. Todas as informações a seguir advém desse artigo ou são de elaboração própria.

Resumo

Um fenômeno de chuva vermelha ocorreu em Kerala,na Índia, a partir de 25 de julho de 2001, no qual a chuva apareceu colorida em vários lugares espalhados em poucas centenas de quilômetros de Kerala. A maior parte dos casos foi relatada durante os primeiros 10 dias e casos isolados foram apresentados a cerca de dois meses. A marcante coloração vermelha da água da chuva se deve à suspensão de partículas vermelhas microscópicas com aparência de células biológicas. Essas partículas não tem similaridade com a poeira a areia comum do deserto.Uma quantidade mínima estimada de 50.000 kg de partículas vermelhas têm caído do céu por meio da chuva vermelha. Uma análise desse estranho fenômeno ainda mostra que os processos atmosféricos convencionais de transporte como tempestades de areia, etc, não podem explicar o fenômeno. O estudo com microscópio eletrônico das partículas vermelhas mostra fina estrutura celular indicando algo como células biológicas naturais. Análises EDAX mostram que os principais elementos presntes nessas partículas celulas são carbono e oxigênio. Estranhamente, um teste de DNA usando a técnica de Fluorescência de Brometo de Etídio indica ausência de DNA nessas células. No contexto de uma suspeita relação entre uma explosão aérea de um meteoro e achuva vermelha, a possibilidade de uma origem extraterrestre destas partículas em fragmentos de cometas é discutida.

O tamanho das partículas varia entre 4 e 10 micrômetros e sua composição abrange sete elementos principais: Carbono (49.53%), Oxigênio (45.42%), Silício (2.85%), Ferro (0.97%), Sódio (0.69%), Alumínio (0.41%) e Cloro (0.12%). Ela foi obtida pelo método de Análise de Dispersão de Elétrons por Raios X.EDAX. Acesso em 07/09/2010. Seguem visualizações no microscópio.

zoom 1000x

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A ausência de RNA ou DNA foi avaliada pela técnica tradicional com Brometo de Etídio.Veja Brometo de Etídio e Ethidium bromide. Wikipédia. Acesso em 07/08/2010. A distribuição da quantidade de relatos da chuva por período é dado pelo gráfico a seguir. Note-se a concentração em julho, mas há algumas ocorrências em agosto e setembro.

A repodutibilidade das partículas a 121ºC é um fato novo, que vem sendo divulgadonos últmos dias. Ainda não tivemos conhecimento de nenhuma fonte primária da informação mas, se ela for confirmada, realmente pegamos algo de muito estranho que caiu no sudoeste da Índia.

HIPÓTESES

Fora a interessante idéia, ainda válida, do meteoro com organismos alientígenas, outra hipótese menos fantástica para o evento foi desenvolvida pelo Centre for Earth Science Studies, em Kerala. Conforme M. Baba, diretor do centro, declarou em agosto de 2001, a cor vermelha da chuva aparenta ser causada principalmente por causa de esporos. A hipótese foi desenvolvida após a identificação e análise parcial das partículas na água.Red rain was fungus, not meteor, por Kamal Gopinath Nair. The indian Express, 6 de agosto de 2001. Acesso em 07/08/2010.

líquem com trentepohlia

Ela ainda é divulgada como possibilidade em alguns meios, e um candidato a esporo seria a alga Trentepohlia, que ocorre na região.Red rain in Kerala. Wikipédia. Acesso em 07/08/2010. Como o próprio diretor do Centre for Earth Science Studies declara, essa hipótese enfrenta as mesmas perguntas básicas de todas as precipitações fortianas:Red rain was fungus, not meteor, idem.

* O que produziu a enorme quantidade de esporos? A fonte é local ou distante?

* Como os esporos foram injetados nas nuvens?

* Se a fonte não é local, como foi o transporte em massa sem ficarem  distribuídos por grandes áreas?

Acrescentando, é claro: por que apenas esporos e mais nada junto com eles?

Apesar da sobrevida – qualquer pessoa de bom senso, sem acesso às informações completas, vai considerar a idéia –  a hipótese dos esporos é insustentável diante das pesquisas posteriores. Destacamos, em especial, além das partículas não parecerem fungos ao microscópio, a intrigante ausência de RNA ou DNA nas análises.

AVALIAÇÃO

A ausência de RNA ou DNA em estruturas visualmente organizadas de forma tão semelhante às nossas células,Célula. Wikipédia. Acesso em 07/09/2010. sem dúvida, é perturbadora. Ela ganha ainda mais destaque após ser identificada a reprodução, se essa for confirmada.

Até onde conhecemos, coisas sem RNA ou DNA não seriam capazes de se reproduzir. Elas podem até crescer, como os cristais sob certas circunstâncias,Cristal. Wikipédia. Acesso em 07/08/2010. mas estrutura complexas, com aparentes membranas e citoplasmas, precisam repassar as informação genética para organizar a estrutura do novo organismo de alguma maneira.

Também, nada que conhecemos e que caia do céu se reproduz apenas a 121ºC, sendo inerte em temperatura ambiente.

A teoria do meteorito e suas consequências para a panspermia não deve ser ignorada. Ela, contudo, enfrenta outros problemas além da resistência natural do Conhecimento Estabelecido e os sorrisos de ironia que estravasam o desconforto da comunidade científica.

Haverá dificuldade para explicar a defasagem de dois meses entre as primeiras e últimas precipitações e também sobre a sutil, mas existente, diversidade nos relatos das chuvas. Ao que parace, as estranhas células vermelhas podem não ter sido as únicas partículas a cair na região. Conforme os registros, dos 124 casos relatados, os seguintes mostram características significativamente diferentes:The Red Rain Phenomenon of Kerala and Its Possible Extraterrestrial Origin. op. cit. pp. 14-8.

– Chuva Preta e Vermelha

Em Nedunghappra, 27/07.

Em Elangulam, 30/07.

Em Kattappana, 02/08.

– Chuva Amarela e Vermelha

Em Nedumbassery, 28/07.

Em Machiplavu, 28/07.

Em Kuttur, 28/07 – com granizo.

Em Palachuvadu, 29/07.

Em Pattithanam, 19/08.

– Chuva Branca Turva e Vermelha

Em Kadanadu, 27/07.

– Chuva Amarela

Em Aarattukudukka, 27/07.

Em Mazhuvannur, 28/07.

Em Thodupuzha, 28/07.

Em Edayappara, 28/07.

Em Ammancherri, 28/07.

Em Market Jn, 02/08.

Em Thumarampara, 05/08.

Em Punchavayal, 05/08.

– Chuva Rosa

Em Tattaadi, 23/09.

– Chuva Preta

Em Kozhencherry, 01/08.

– Chuva Azul

Em Menathur angadi, 04/08.

A chuva rosa pode ter sido uma chuva vermelha com menor densidade de partículas por litro de água. As chuvas azuis e pretas também podem ter sido as mesmas partículas em diferentes densidades por litro. Juntas com as amarelas e a branca turva, temos entre quatro e seis possíveis diferentes tipos de partícula, dos quais conseguimos a amostra de um. Se a panspermia é rara, como se deve acreditar, é curioso que diferentes tipos de partículas caminhem juntas pelo espaço.

A evidente organização das partículas vermelhas, com partes semelhantes a membranas e citoplasmas em cada uma delas, a não evidenciação de RNA ou DNA pela técnica com Brometo de Etídio, a inusitada precipitação com a chuva e a divulgada reanimação e reprodutibilidade a 121ºC formam um quadro interessante.

Parece que há muito a ser pesquisado.

Veja Nova chuva vermelha em Kerala. Cientistas continuam a alegar Panspermia.

FICHAMENTO

Data: 20010725 | Latitude: 10.514388 | Longitude: 76.641271 | Relevância: 2 | Estranheza/Probabilidade: 23 | Clima: Chuvoso | Características: , , , , .

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