Buracos Fallstreak

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Alguns, talvez com razão, os chamam de círculos atmosféricos.Sky Crop Circles. Project Ufo International. Acesso rm 22/08/2010. Quando aparecem, são rápida e taxativamente diagnosticados como uma formação rara nas nuvens ou um fenômeno atmosférico interessante e incomum. Sua ocorrência, contudo, ainda não é satisfatoriamente compreendida pelo Conhecimento Estabelecido.

Em tempos recentes, algumas dessas ocorrências foram considerados como potenciais Discos Voadores, o que foi, com razão, rapidamente desconfigurado. Todavia, o mero fato de não se tratarem de fenômenos ufológicos não os deixa menos intrigantes. Vejamos, inicialmente, um conceito.

Buraco FallstreakFallstreak hole. Wikipédia. Acesso em 16/08/2010.

Um buraco fallstreak (fallstreak hole, hole punch cloud, punch hole cloud, canal cloud) é uma grande abertura circular que pode aparecer em nuvens cirrocumulus ou autocumulus. Esses buracos são formados quando a temperatura da água nas nuvens está abaixo do congelamento mas a água não congelou ainda devido à falta de nucleação das partículas de gelo. Quando uma porção de água inicia o congelamento ela desencadeia um efeito dominó, devido ao processo Bergeron, fazendo o vapor ao redor dele congelar e assim cair para o solo. Isso deixa um grande buraco, muitas vezes circular, na nuvem.

O meteorologista sueco Tor Bergeron propos, na década de 1930, em parceria com W. Findeisen, um mecanismo para explicar como as nuvens chovem. Eles desenvolveram a concepção de que elas contêm tanto água super resfriada quanto cristais de gelo. As precipitações seriam formadas em consequência da água evaporando das gotículas resfriadas, que se agregariam aos cristais de gelo e cairiam como neve, ou derreteriam e cairiam como chuva, dependendo da temperatura ambiente. Esse processo é conhecido como Processo Bergeron e é considerado hoje o mecanismo primário de como as precipitações são formadas.Tor Bergeron. Wikipédia. Acesso em 16/08/2010.

Revendo o conceito de buraco fallstreak que transcrevemos da Wikipédia, é fácil constatar que ele inicia descrevendo o próprio Processo Bergeron, com suas caraceterísticas reações em cadeia, que seriam o mecanismo motriz da formação do buraco. Ou seja, em palavras mais simples, buracos fallstreak ocorrem quando apenas uma parte da nuvem chove.

Os buracos também costumam apresentar, por vezes, nuvens mais baixas na região central. Uma explicação seria que a precipitação que origina o buraco cria uma nova descompressão ao cair, com o vácuo atraindo as nuvens próximas para o centro e para baixo. Outra, que a perturbação causada pela precipitação, de alguma maneira, geraria a formação de novas nuvens.

Essas teorias tentam explicar como os buracos são formados, mas não esclarecem o que os produz – o que desencadearia a precipitação inicial de apenas parte do vapor e do gelo. Esse incômodo não é novo, já havendo certo concenso de que a causa deve ser alguma pertubarção externa.

Em 1968, uma fotografia plublicada em Weatherwise gerou um interesse considerável no “Buraco-na-nuvem: uma novela policial meteorológica?” pela Comunidade Meteorológica dos EUA (Weatherwise, Agosto 1967) e desencadeou uma série de especulações sobre a sua causa. A maioria dos mecanismos propostos focavam em que algum padrão atípico de evaporação poderia ter ocorrido, incluindo a subsidiação de ar remanescente do olho de um furacão e o aquecimento local do ar em trilhas de dissipação, ou rastros, causado pelo escape de um foguete, meteoros passantes ou calor produzido pela passagem de um avião a jato (Weatherwise, Fevereiro de 1969, e questões subsequentes). Os correspondentes da  Weatherwise também sugeriram que os canais de inversão dos jatos podem ser uma fonte de partículas de gelo que cresceriam com as gotículas preexistentes nas nuvens. Outro relatório implica especificamente aviões a jato na geração de nuvens com buracos fallstreak em altocumulus (Simon 1966).Simon, A., 1966: Dissipation d’un altocumulus sur le pasage d’un avion a reaction (Dissipation of an altocumulus by the passage of a jet aircraft). J. Rech. Atmos., 2, 36–38. Citado no trabalho op. cit. O autor propôs que as ondas de choque acústico gerado pelos aviões produziria os cristais de gelo.Aircraft-Induced Hole Punch and Canal Clouds. Andrew J. Heymsfield; Patrick C. Kennedy; Steve Massie; Carl Schmitt; Zhien Wang; Samuel Haimov; e Art Rangno. American Meteorological Society, junho de 2010. p. 754.

A idéia de que aviões geram perturbações formadoras do fenômeno é bem embasada pelas evidências. Muitos canais nas nuvens e buracos fallstreak são fotografados por satélite, em regiões de grande tráfego aéreo.Hole Punch Clouds in Acadiana. NASA – Earth Observatory. Acesso em 20/08/2010. O vácuo do deslocamento das aeronaves cria condições para a precipitação de apenas uma parte do material suspenso, apesar dos motivos disso ainda não terem sido precisamente identificados.

canal nas nuvens (distrail)

Nós sugerimos que os buracos fallstreak e os canais nas nuvens são produzidos em um ambiente de nuvens médias super resfriadas e uma consequência do congelamento homogêneno das gotículas das nuvens em critais de gelo no ar submetido a expanção adiabática produzida por uma aeronave. A concetração de cristais de gelo prudizida seria muito maior que aquela do ambiente e eliminaria as gotículas das nuvens via o processo Bergeron-Findeisen.Aircraft-Induced Hole Punch and Canal Clouds. Andrew J. Heymsfield; Patrick C. Kennedy; Steve Massie; Carl Schmitt; Zhien Wang; Samuel Haimov; e Art Rangno. American Meteorological Society, junho de 2010. p. 761.

O comportamento efetivo da atmosfera é complexo, pois envolve um grande número de variáveis que podem, cada uma isoladamente, alterar de forma drástica os resultados esperados.Teoria do Caos. Wikipédia. Acesso em 21/08/2010. Mesmo considerando essa complexidade, se os buracos fallstreak decorrem da descompressão provocada por aeronaves, as precipitações seletivas deveriam ocorrer nas regiões equivalentes a essas áreas. Muitas vezes, contudo, elas cobrem regiões diferentes daquelas que seriam esperadas como zonas descompressão.

copyright - Steve Morris

As aeronaves podem explicar parte das ocorrências e permitem estudos consideráveis sobre o fenômeno, mas deixam questões. Considere a imagem a seguir. É uma foto por satélite de uma região com intenso tráfego aéreo sobre o Texas (EUA).Hole Punch Clouds in Acadiana. NASA – Earth Observatory. Acesso em 20/08/2010. Nela, é possível observar um canal nas nuvens que termina em um buraco circular, com diâmetro maior que a largura do canal.

Earth Observatory - NASA

É evidente que o as condições de decompressão são diferentes no corpo do canal e na região do buraco, mas os motivos disso não parecem claros. O mais intrigante é o motivo pelo qual a maior parte dos buracos isolados quase sempre apresentam formato circular ou elíptico. Mesmo assumindo que as perturbações causadas pela zona de descompressão de uma aeronave podem gerar alguma reação em cadeia fazendo com que as precipitações trancendam a própria área da perturbação, não há motivo para assumir que tal reação desenhe contornos perfeitamente regulares e concêtricos. Há casos de buracos fallsteak que abrangem uma série descontínua de nuvens, o que complica ainda mais essa hipótese.

Quanto às nuvens da parte central, elas também deixam questões. Algumas vezes, se estendem profundamente na direção do chão, como se alguma coisa mais densa que a chuva tivesse mergulhado para o solo através da cortina de nuvens. Outras, sua composição é consideravelmente diferente das que se encontram ao redor da formação, sugerindo que não foram elas as atraídas para a posição ou, ainda, estão altas demais para evidenciar que a precipitação inicial as formou.

Além das aeronaves, há outras hipóteses alternativas que tentam explicar o fenômeno. Uma delas é proposta no site Growing Earth Theory.How are Punch Hole Clouds (Fallstreak Holes) formed? Growing Earth Theory. Acesso em 14/08/2010.

Como são verdadeiramente formados fisicamente os buracos e qual a causa deles? Os livros e a Wikipédia irão dizer que é devido à água super congelada e gelo, etc, mas isso não explica o que os causa. Isso é ainda apenas uma teoria e quando você olha para para as formas surpreendentes, a constante associação ao fenômeno é pouco para explicar o que realmente está acontecendo na sua frente.

Forças eletromagnéticas podem influenciar imensamente a àgua. Um campo magnético pode aumentar ou diminuir as propriedades físicas das águas. Se um campo está localizado, a água irá se comportar de maneira muito diferente nesse campo local que aquela que está ao lado. Se você tem um campo magnético você pode ter um floxo de corrente elétrica. O mesmo vale sempre que você ler “campos magnéticos” em astronomia, Machas Solares por exemplo. Mas de onde poderiam vir correntes eléticas pelas nuvens? A atmosfera é um plasma, uma anergização de gases. Você vê isso quando as luzes da Aurora Boreal estão em ação ou acontece um raio.

Às vezes, eles podems ser desencadeados por um motor à jato, mas o que é um jato? Ele é gás energizado, ele é um plasma. Mais eventos naturais num Universo Elétrico também poderia desencadear buracos fallstreak em nuvens naturais.

Diante das lacunas deixadas pela teoria das aeronaves, outras alternativas não podem ser sumariamente descartadas. A idéia de que algum tipo de emissão energéticas também poderia gerar os buracos, com origem a princípio não indentificada, justifica o nosso rastreamento desses fenômenos.

Faremos esse rastreamento em nosso site, diante da possibilidade de que possam fornecer algum tipo de informação importante no futuro ou, no mínimo, possamos auxiliar no esforço científico de compreendê-los.

Veja artigos com a característica Buracos Fallstreak.

FICHAMENTO

Data: 20100826 | Características: .

TAGS: Análises, Meteorologia.

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