Árvore Wak-wak

A página não foi completamente carregada ou o navegador não suporta JavaScript. Textos Assim correspondem às notas.

Kitab al-Bulhan, Codex árabe, sécs XIV-XV

Virgens suicidasVirgens suicidas. Cocanha, em 22 de julho de 2005. Texto com alterações.

No relato de uma viagem de três monges ao Paraíso Terrestre, referida nos textos de Odorico, contam os peregrinos que viram naqueles sítios umas árvores que no lugar de frutos faziam frutificar lindíssimas meninas que se agarravam aos ramos pelos pés. Enquanto o vento soprava, as virgens mantinham-se mudas mas frescas; quando cessava a aragem, secavam, caíam ao chão, proferiam as únicas que se lhes conheciam: “wak-wak”! e de seguida morriam.

A lenda conhece variações em diversos contos árabes desde meados do século VIII. Numa delas o fenómeno localizava-se numa ilha maravilhosa onde as árvores possuíam ramos com as cabeças dos filhos de Adão e cantavam hinos ao Criador. Noutras histórias, as virgens eram tidas como mau presságio. Nas primitivas versões chinesas como o T’ong- tien e na variante árabe de Kitab al-haiyawan de al Djahiz(859) as meninas penduradas pelos cabelos, eram também muito coloridas e estavam sempre a gritar wak-wak.

Segundo a geográfia de Kaith-al (relato anónimo de Aemeria do século XII), a ilha situava-se nos mares da China e estas plantas miraculosas possuíam folhas idênticas às da figueira. Os frutos começavam a desenvolver-se no início do mês de Março, formando-se por essa altura os pezinhos das meninas. Por Abril já tinham os corpinhos bem feitos mas a cabeça só chegava lá para Maio. Em Junho, quando estavam magníficas e admiráveis, começavam a cair e no fim do mês já não restava nenhuma para se lhe ouvir o grasnido fatal.

O mais curioso nesta história é que muito tempo depois, ainda existem ecos da maravilha oriental nos relatos de Pigafetta. O escritor e marinheiro que participou na famosa viagem de circum-navegação juntamente com Fernão de Magalhães, diz ter encontrado um destes fenómenos em plena Insulíndia e descreve-o com grande “realismo”. Neste caso, as folhas é que possuíam pezinhos de gente e eram tão gordas que com o peso acabavam por tombar. Mal se lhes tentava deitar a mão, desatavam a fugir e chegavam mesmo a derramar sangue.

O ilustre navegador afirma que ainda conseguiu conservar uma viva durante oito dias, acabando por concluir que deviam alimentar-se do ar.

FONTES

Claude Kappler, monstres, démons et merveilles à la fin do Moyen Âge, Paris. Payot, 1980.

Goodrich, T.D., The Ottoman Turks and the New World : a study of Tarih-i Hind-i garbi and sixteenth-century. Ottoman Americana. Wiesbaden 1990.

FICHAMENTO

Data: 07000000.

TAGS: Criptobotânica, Sínteses.

Acesse Artigos Similares.

_____________________
Entenda melhor qual a relação desse assunto com a ufologia, ou por que ele nos interessa, conhecendo o significado das tags e outros parâmetros de fichamento em Estruturação de Dados.

Críticas, acréscimos ou sugestões, comente ou Entre em Contato.
Caso tenha interesse, saiba COMO CONTRIBUIR com nossas pesquisas.

Comente

COMENTÁRIO

ATENÇÃO: Comentários são públicos. Para manifestações privativas, utilize Nosso Formulário. Comentários desrespeitosos, infundados ou fora de contexto serão removidos.

*

© 2003, 2010-2015. Ufologia Objetiva. Direitos reservados.
Cópias sem fins lucrativos permitidas, desde que citada a fonte.